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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026

Justiça

Três vigilantes, coordenador e chefe da segurança de evento no autódromo são suspeitos da morte de empresário achado em buraco

Nenhum deles está preso. Sem vídeo do crime, delegacia aguarda laudos para apontar o autor.

Portal Notícias em Focu
Por Portal Notícias em Focu
Três vigilantes, coordenador e chefe da segurança de evento no autódromo são suspeitos da morte de empresário achado em buraco
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Três vigilantes, um chefe e o coordenador da segurança de um evento de motociclismo são investigados pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento do assassinato do empresário que foi encontrado sem vida dentro de um buraco no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo.

O caso ocorreu há mais de dois meses, mas até o momento nenhum dos cinco seguranças suspeitos foi responsabilizado ou preso pela morte de Adalberto Amarílio Júnior. Um dos motivos é o fato de que ainda não surgiram vídeos do homicídio. Além disso, nenhum dos investigados ou testemunhas deu pistas de quem matou a vítima.

Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHHP) trabalha com a possibilidade de que ao menos dois seguranças tenham participado diretamente do assassinato do empresário e que outros funcionários da segurança deram apoio, ajudando a se livrar do corpo.

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Laudo pericial da Polícia Técnico-Científica concluiu que Adalberto teve uma morte violenta por asfixia - ainda não se sabe se causada por esganadura (já que foram encontradas escoriações no pescoço dele) ou compressão torácica (alguém pode ter comprimido o pulmão da vítima com o joelho).

Adalberto desapareceu em 30 de maio após ir ao evento sobre motos em 30 de maio. O corpo dele foi encontrado em 3 de junho dentro do buraco de uma obra no local. O espaço tinha 3 metros de profundidade por 70 centímetros de diâmetro. O cadáver foi achado sem calça e tênis. Para a investigação, ele foi colocado lá por quem o matou.

 

'Difícil elucidação', diz delegada

Um dos laudos não apontou a presença de droga ou álcool no organismo de Adalberto. Mas um amigo do empresário, que havia se encontrado com ele no autódromo, contou à polícia que os dois consumiram maconha e cerveja.

principal hipótese apurada é a de que o empresário se envolveu numa briga com seguranças quando atravessava uma área restrita do autódromo.

Câmeras gravaram os últimos momentos dele caminhando no estacionamento (veja vídeo nesta reportagem). O empresário havia deixado seu carro no local. As imagens não mostram, no entanto, nenhuma briga.

 

"O crime é de difícil elucidação, mas não impossível", disse a delegada Ivalda Aleixo, em entrevista à TV Globo, na quarta-feira (30). Ela é diretora do DHPP.

 

 

Dados apagados de celulares

Departamento de Homicídios aguarda os resultados de outros laudos periciais da Polícia Científica para concluir o inquérito e tentar apontar quem realmente matou Adalberto. Até a última atualização desta reportagem, nenhum dos investigados havia sido responsabilizado ou preso pelo crime.

Dos cinco seguranças investigados, quatro deles já compareceram à delegacia que cuida do caso. Eles ficaram em silêncio durante os seus depoimentos. Todos entregaram os celulares que disseram ter usado no dia em que Adalberto desapareceu no autódromo.

No entanto, segundo a diretora do DHPP, a perícia informou que alguns aparelhos tiveram seus dados apagados.

 

"E também alguns celulares que foram apagados. Eles [seguranças] entregaram. Óbvio, a gente assina termo, tal. Então, nos restou pedir ordem judicial para analisar outras coisas", disse Ivalda. Segundo ela, achar informações em nuvem de dados é mais demorado.

 

 

Segurança praticante de luta

Um dos investigados é um praticante de jiu-jitsu, que chegou a ser detido em flagrante pela polícia, mas por posse ilegal de 21 munições de revólver calibre 38. O homem foi liberado após ser autuado por esse crime e pagar fiança para responder em liberdade. O material foi apreendido.

O lutador coordenava a segurança e já tinha antecedentes criminais por furto, associação criminosa e ameaça.

O outro funcionário da segurança que ainda não foi ouvido pela investigação seria convocado pelo DHPP. Ele também terá de entregar o seu celular para a polícia.

 

Sem previsão dos laudos

Peritos vão analisar os telefones para tentar extrair dados que apontem onde os seguranças estavam no momento em que Adalberto sumiu e mensagens que trocaram naquela ocasião.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda não há previsão de quando os laudos deverão ficar prontos.

Adalberto tinha 35 anos, era casado e dono de uma rede de óticas.

 

Hipótese é a de que empresário se envolveu em briga quando ia para o estacionamento. — Foto: Reprodução

Hipótese é a de que empresário se envolveu em briga quando ia para o estacionamento. — Foto: Reprodução

FONTE/CRÉDITOS: g1
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