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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

Justiça

MP faz operação contra lavagem de dinheiro do PCC em lojas de brinquedos infantis em shoppings de SP

Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão em shoppings onde ficam as lojas: dois são da capital paulista, um de Guarulhos e outro de Santo André, no ABC paulista.

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MP faz operação contra lavagem de dinheiro do PCC em lojas de brinquedos infantis em shoppings de SP
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O Ministério Público de São Paulo, a Polícia Civil e a Fazenda estadual realizam na manhã desta quarta-feira (22) uma operação para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) em lojas de brinquedos infantis.

Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sendo quatro em lojas localizadas em dois shoppings na capital paulista (Center Norte e Mooca), um em Guarulhos (Shopping Internacional) e outro em Santo André, no ABC paulista.

 Os shoppings não são alvo da operação, apenas as lojas de brinquedo localizadas dentro deles. A rede de franquias da qual as lojas fazem parte também não é investigada.

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As lojas são franquias de rede em que o cliente pode montar bichinhos de pelúcia personalizados.

 

A Justiça também determinou o sequestro e bloqueio de bens e valores que somam R$ 4,3 milhões.

 

Os alvos da operação têm ligação com Claudio Marcos de Almeida, conhecido no PCC como Django, apontado como traficante de grandes quantidades de droga e fornecedor de armamento pesado para a facção. Django foi assassinado em janeiro de 2022, em meio a disputas internas do PCC.

Segundo os promotores, a viúva de Django, Natalia Stefani Vitoria, e a irmã dela, Priscila Carolina Vitoria Rodriguez Acuna, são investigadas por realizarem vultosos investimentos na criação de quatro lojas de uma rede de franquias de brinquedos infantis, apesar de não possuírem ocupação lícita declarada. A defesa delas não foi localizada pela reportagem.

Em abril de 2024, durante a Operação Fim da Linha, o nome de Django já havia sido citado como um dos principais cotistas da UPBUS, empresa de transporte por ônibus na capital, usada por integrantes do PCC para lavar dinheiro.

 

O nome da operação desta quarta, Operação Plush, faz referência ao ramo de atuação escolhido para o esquema: o comércio de pelúcias.
FONTE/CRÉDITOS: g1
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