A cidade de Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, deu um passo importante na luta contra a violência de gênero ao lançar um programa pioneiro de proteção às passageiras de transporte por aplicativo. A iniciativa, desenvolvida pela Prefeitura em parceria com empresas de mobilidade urbana, tem como objetivo garantir mais segurança às mulheres que utilizam esse tipo de serviço, especialmente em horários noturnos e trajetos de risco.
O programa, intitulado "Passageira Segura", prevê uma série de medidas integradas, como o monitoramento em tempo real das corridas, botão de emergência no aplicativo, priorização de motoristas mulheres para passageiras do sexo feminino, além de ações de capacitação e conscientização sobre violência contra a mulher voltadas aos motoristas cadastrados.
Segundo a secretária da Mulher de Barueri, Maria Aparecida Gomes, a criação do programa surgiu após o aumento de denúncias de assédio e importunação sexual em transportes por aplicativo. “Recebemos relatos preocupantes e, junto com o setor de tecnologia e transporte, decidimos criar um sistema que não apenas responda a emergências, mas que também previna situações de risco para nossas cidadãs”, afirmou.
Entre os recursos tecnológicos disponíveis está a identificação automática de trajetos suspeitos, que dispara um alerta para uma central de segurança da prefeitura. Essa central pode acionar a Guarda Civil Municipal ou a Polícia Militar, caso necessário. O aplicativo também terá a opção de compartilhamento automático de rota com contatos de confiança da passageira.
Além da tecnologia, o programa também prevê ações educativas e campanhas públicas sobre o tema, com o intuito de fomentar a cultura de respeito e empatia, tanto entre motoristas quanto entre usuários em geral. “Não se trata apenas de punir, mas de educar e transformar a cultura do transporte urbano”, destacou o prefeito Rubens Furlan durante o lançamento oficial do programa.
Repercussão positiva
A medida foi bem recebida por organizações de defesa dos direitos das mulheres e por moradoras da cidade. “É um alívio saber que, agora, teremos mais ferramentas para nos proteger. A sensação de insegurança é constante, principalmente à noite”, comentou Juliana Ribeiro, estudante de 22 anos, que usa transporte por aplicativo diariamente para ir à faculdade.
A prefeitura informou que o programa já está em fase de testes com um grupo piloto e será expandido para todos os usuários nas próximas semanas. Barueri pretende, inclusive, compartilhar o modelo com outras cidades da região, incentivando a criação de uma rede de proteção feminina no transporte urbano.
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