A Polícia Civil de Santa Catarina está investigando um grupo suspeito de adulterar e vender ilegalmente o medicamento Ozempic, amplamente utilizado para o tratamento da diabetes tipo 2 e, mais recentemente, popularizado por seu efeito auxiliar no emagrecimento. A ação, que faz parte de uma operação conjunta entre delegacias de combate à corrupção e vigilância sanitária, levanta um alerta sobre os riscos do uso de Ozempic falsificado.
De acordo com as autoridades, os suspeitos atuavam na adulteração das canetas injetáveis do princípio ativo semaglutida — componente do Ozempic — e na venda por meio de redes sociais e marketplaces, sem receita médica ou registro na Anvisa. A comercialização ilegal era feita principalmente em grandes centros urbanos, incluindo Florianópolis e Joinville.
A investigação aponta que o grupo vendia frascos manipulados com substâncias desconhecidas, colocando em risco a saúde de centenas de consumidores. Perícias iniciais indicam que muitos dos lotes apreendidos continham ingredientes vencidos, água e até substâncias sem qualquer efeito farmacológico.
Alerta das autoridades de saúde
O uso de medicamentos falsificados pode causar reações adversas graves, ineficácia no tratamento e até intoxicações. O Ozempic original é um medicamento controlado e deve ser usado somente sob prescrição e acompanhamento médico. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça que a compra de medicamentos deve ser feita apenas em farmácias e com nota fiscal.
"A automedicação e a compra de medicamentos por canais não autorizados são perigosas e podem custar vidas", alertou um porta-voz da Secretaria de Saúde de SC.
O que é o Ozempic?
O Ozempic é um medicamento indicado para o controle da glicemia em pessoas com diabetes tipo 2. No entanto, seu uso para emagrecimento tem crescido devido aos efeitos secundários que reduzem o apetite e ajudam no controle de peso. O medicamento tem ganhado popularidade nas redes sociais, o que tem contribuído para o aumento da procura — e, consequentemente, para fraudes como as investigadas em Santa Catarina.
As investigações seguem em curso e os envolvidos poderão responder por crimes contra a saúde pública, falsificação de produto medicinal e associação criminosa.
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