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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026

Cidades

Conheça o gesto silencioso que pode ajudar mulheres a pedir socorro em situações de violência

Protocolo Não se Cale ensina sinal feito com uma das mãos que permite pedir socorro discretamente

Portal Notícias em Focu
Por Portal Notícias em Focu
Conheça o gesto silencioso que pode ajudar mulheres a pedir socorro em situações de violência
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Um gesto simples, feito com apenas uma mão, pode ajudar mulheres em situação de violência a pedir socorro sem precisar dizer uma palavra. Conhecido internacionalmente como Signal for Help (Sinal de Ajuda), o movimento foi incorporado ao Protocolo Não se Cale, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, coordenada pela Secretaria de Políticas para a Mulher, que orienta estabelecimentos comerciais a reconhecer situações de risco e prestar auxílio às vítimas.

Criado em 2023, o protocolo estabelece medidas de prevenção e enfrentamento ao assédio, à importunação sexual e à violência contra a mulher em bares, restaurantes, casas noturnas, espaços de eventos e estabelecimentos similares. A iniciativa orienta profissionais a identificar situações de risco, reconhecer pedidos de socorro e prestar atendimento seguro e humanizado às vítimas.

Como fazer o gesto de pedido de ajuda

São movimentos simples: levantar a mão com a palma voltada para fora, dobrar o polegar em direção ao centro e fechar os outros quatro dedos sobre ele, formando um punho.

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Gesto que ajuda mulheres a pedir socorro de forma silenciosa. Foto: Divulgação

Criado em 2020 pela organização canadense Canadian Women’s Foundation, o gesto ganhou reconhecimento internacional como uma forma silenciosa de comunicar a necessidade de ajuda, inclusive em situações nas quais a mulher está sendo observada ou ameaçada.

“Esse gesto é uma ferramenta importante porque muitas mulheres, por medo ou pela presença do agressor, não conseguem pedir socorro diretamente. Mas tão importante quanto conhecer o sinal é saber como agir ao identificá-lo. Com o Não se Cale, estamos preparando profissionais para reconhecer situações de risco e oferecer um atendimento humanizado, respeitando a segurança e a autonomia de cada mulher”, afirma a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.

Saiba como agir ao identificar o sinal

Ao reconhecer o gesto, a orientação é agir com discrição e cautela, evitando confrontar diretamente o possível agressor ou expor a mulher a novos riscos.

Nos estabelecimentos abrangidos pelo Protocolo Não se Cale, os funcionários capacitados devem acolher a mulher em um ambiente reservado, afastado do agressor, e oferecer o apoio necessário, que pode incluir acompanhamento até um meio de transporte ou acionamento da polícia, conforme a situação e a decisão da vítima.

Em casos de perigo imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.

Capacitação ultrapassa 139 mil concluintes

Até setembro de 2026, a capacitação gratuita do Protocolo Não se Cale registrou mais de 186 mil inscritos e mais de 139 mil concluintes em todo o Estado de São Paulo. O total de inscritos aumentou 67% em relação ao mesmo período anterior, enquanto o número de pessoas que concluíram a formação cresceu aproximadamente 104%.

Oferecido gratuitamente na modalidade online, o curso tem carga horária de 15 horas, em parceria com o Procon-SP. A formação aborda os tipos de violência contra a mulher, a identificação de situações de risco, o reconhecimento de sinais de socorro e os procedimentos adequados de acolhimento e encaminhamento às redes de saúde e segurança pública.

A legislação estadual também determina que os estabelecimentos abrangidos pelo protocolo mantenham funcionários capacitados para prestar auxílio às mulheres. Além disso, devem afixar cartazes informativos sobre a iniciativa em locais de fácil visualização, inclusive nos banheiros femininos.

As inscrições para a capacitação permanecem abertas e podem ser realizadas pelo site da Secretaria de Políticas para a Mulher: www.mulher.sp.gov.br/sec_mulheres/nao_se_cale.

Onde buscar socorro

Mulheres em situação de violência também podem procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou buscar orientações pela Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180. Em situações de emergência, o telefone é o 190.

SP Por Todas

O SP Por Todas é o movimento do Governo do Estado de São Paulo que reúne políticas públicas voltadas às mulheres nos eixos de segurança e proteção, saúde e autonomia.

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