Mesmo após vitória expressiva, Beto Piteri enfrenta investida judicial da oposição em Barueri
Apesar de ter sido eleito prefeito de Barueri com ampla vantagem no primeiro e no segundo turnos, Beto Piteri (Republicanos) agora lida com uma nova ofensiva da oposição: uma tentativa de anular o resultado das urnas por meio de ações judiciais. O movimento, classificado por aliados do atual governo como um “terceiro turno”, busca viabilizar uma nova eleição na cidade.
A articulação é liderada por Gil Arantes, ex-prefeito e principal nome da coligação derrotada. A estratégia jurídica da oposição se baseia em acusações de abuso de poder econômico e uso indevido das redes sociais durante o processo eleitoral — argumentos que fundamentaram uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), posteriormente suspensa por liminar concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com aliados de Piteri, a tentativa de judicializar o resultado eleitoral tem como objetivo criar uma nova chance para Gil Arantes disputar a Prefeitura, após sua derrota nas urnas. Enquanto isso, o grupo político de Piteri, apoiado pelo ex-prefeito Rubens Furlan, segue fortalecido. Dos 21 vereadores eleitos, 20 integram a base de apoio ao governo.
Para representantes da base governista, a ação da oposição contraria a vontade popular expressa nas urnas:
“Barueri precisa de estabilidade e continuidade. A oposição tenta um terceiro turno sem respaldo popular”, afirmou um aliado próximo ao prefeito.
Além da força institucional, o grupo aponta que Gil Arantes enfrenta desgaste político após duas derrotas consecutivas e teria dificuldade em reverter esse cenário numa eventual nova eleição. Apesar da liminar favorável ao atual prefeito, o caso segue em tramitação no TSE, mantendo o impasse político até que o plenário da Corte Eleitoral tome uma decisão definitiva.
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