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Sabado, 11 de Julho de 2026

Saúde

ANS inclui remédios contra lúpus no rol de coberturas obrigatórias

Decisão amplia acesso a terapias modernas para pacientes de planos de saúde com lúpus eritematoso sistêmico no Brasil

Portal Notícias em Focu
Por Portal Notícias em Focu
ANS inclui remédios contra lúpus no rol de coberturas obrigatórias
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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou em 15 de setembro a inclusão de dois medicamentos contra o lúpus no rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelos planos de saúde.

O anifrolumabe e o belimumabe estarão disponíveis para beneficiários de planos de saúde a partir de 3 de novembro de 2025. A estimativa é que cerca de 2 mil pessoas sejam beneficiadas com a medida. São pacientes adultos que apresentam crises frequentes da doença, mesmo sob terapia padrão.

É a primeira vez que medicamentos para tratamento exclusivo de lúpus são incluídos no rol de coberturas obrigatórias. O rol define quais tratamentos devem ser custeados pelas operadoras.

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O que é o lúpus?

O lúpus eritematoso sistêmico é uma condição autoimune crônica. A doença pode inflamar tecidos e órgãos, causar dores e limitar atividades cotidianas. Quando não controlada, pode levar a afastamento do trabalho, dificuldades sociais e risco de complicações graves.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o lúpus eritematoso sistêmico afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no Brasil. O número exato ainda é desconhecido, pois faltam estudos epidemiológicos amplos para medir o impacto real da condição no país.

A doença atinge principalmente mulheres entre 20 e 45 anos. Crianças e idosos são menos afetados. Homens, quando diagnosticados, apresentam mais risco de problemas renais. A prevalência é maior em pessoas negras do que em brancas, no Brasil e em outros países.

“Essas inclusões são muito significativas, pois o lúpus é uma doença complexa, que não tem cura. Se temos no país opções de medicamentos que possibilitam o controle da doença e que garantem uma boa qualidade de vida para o paciente, isso precisa estar disponível para o consumidor”, disse o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous.

FONTE/CRÉDITOS: metropoles.com
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