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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026

São Paulo

Agosto Lilás: saiba identificar a violência doméstica e onde buscar ajuda em São Paulo

Agosto Lilás

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Agosto Lilás: saiba identificar a violência doméstica e onde buscar ajuda em São Paulo
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1. O que é o Agosto Lilás?

Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização instituída em setembro de 2022, em homenagem ao aniversário da Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006. O objetivo é fortalecer a cultura de combate e prevenção à violência contra a mulher no Brasil.

 

2. Como identificar os tipos de violência doméstica

Conforme a Lei Maria da Penha, violência doméstica não se limita ao aspecto físico — ela vai além e pode ocorrer mesmo sem deixar marcas visíveis. Os principais tipos são:

 

Alguns sinais de alerta em relacionamentos abusivos incluem:

  • Controle excessivo e restrição de autonomia;

  • Humilhações, críticas constantes e isolamento social;

  • Medo ao se expressar, ansiedade persistente, insegurança mesmo sem agressão física.

 

3. Quando procurar ajuda?

Mesmo sem provas físicas, você pode denunciar a violência. Seu relato já é suficiente para iniciar a investigação do caso.

 

4. Onde buscar ajuda em São Paulo

São Paulo conta com uma rede ampla de serviços especializados para acolher, orientar e proteger mulheres em situação de violência.

 

 Canais nacionais disponíveis 24h:

  • Ligue 180 – atendimento gratuito, anônimo, orienta sobre direitos, rede de proteção e encaminhamentos para os serviços disponíveis.

  • Disque 100 – atua também em casos de violação de direitos humanos, incluindo violência doméstica de crianças, idosos e pessoas com deficiência.

  • Emergência – 190 – polícia militar pode ser acionada em risco imediato à integridade física.

 

 Serviços estaduais em São Paulo:

  • Aplicativo SP Mulher Segura / SP Mulher: permite registrar boletim de ocorrência, solicitar medidas protetivas, botão de pânico geolocalizado conectado ao COPOM da PM para acionamento imediato de viaturas em caso de proximidade do agressor.

  • Delegacias de Defesa da Mulher (DDM): o estado conta com aproximadamente 141 unidades, sendo 11 de plantão 24h; há também o sistema DDM Online, que possibilita denúncia virtual e solicitação de medidas protetivas por videoconferência.

  • Cabine Lilás: equipe feminina treinada recebe chamadas de violência de gênero via 190, auxiliando na elaboração do boletim de ocorrência e encaminhando à rede de proteção.

  • Abrigo Amigo nos pontos de ônibus: painéis em pontos estratégicos da capital permitem chamadas via vídeo com atendentes entre 20h e 5h; podem acionar polícia e resgate médico se necessário.

  • Espaços de acolhimento no transporte público: nas estações Luz e Santa Cecília do Metrô e em terminais da CPTM funcionam postos avançados para atendimento humanizado e encaminhamento à rede de proteção.

 

 Apoio psicossocial e jurídico:

  • Centros de Referência da Mulher (CRM) e Centros de Cidadania da Mulher (CCM) oferecem atendimento psicológico, jurídico e orientação social em várias regiões da capital; há unidades como CRM Casa Eliane de Grammont, Maria de Lourdes Rodrigues, entre outras.

  • Casa da Mulher Brasileira em SP: espaço integrado com Delegacia especializada, juizado, promotoria, defensoria, apoio psicossocial, alojamento temporário, brinquedoteca, capacitação econômica e transporte seguro para outros atendimentos.

  • Casas Abrigo: moradia sigilosa para mulheres e filhos em risco de morte, com encaminhamento por delegacias ou ordem judicial .

  • Rede socioassistencial da Prefeitura (SMADS): inclui os Centros de Acolhida (CAEs), centros especializados para mulheres cis e trans, abrigo sigiloso para vítimas em risco e Centros de Defesa e Convivência da Mulher (CDCM), com apoio psicossocial, jurídico e oficinas de formação.

 

5. Dados recentes

No primeiro semestre de 2025, as DDM registraram cerca de 103 mil boletins de ocorrência por violência doméstica e familiar no estado de SP. Apesar do número elevado, a delegada titular alerta que muitos casos seguem não denunciados por medo ou vergonha. As medidas protetivas cresceram 72% em relação ao mesmo período de 2024.

 

6. A importância da conscientização e solidariedade

Agosto Lilás reforça que só leis não bastam é preciso educação, cultura de igualdade e presença ativa de políticas públicas contínuas 

Se você percebe esses sinais em si ou em alguém próximo, procure ajuda, denuncie e compartilhe informação. A atuação de familiares, amigos e vizinhos é fundamental: escute com empatia, ofereça apoio e mostre quais canais estão disponíveis.

 

  • Identifique os sinais  não apenas físicos e reconheça que qualquer forma de dominação ou humilhação é violência.

  • Nenhum relato é inválido você pode e deve denunciar.

  • Em São Paulo, há uma rede robusta de canais de denúncia, acolhimento e serviços integrados.

 

Você não está sozinha. Há apoio. Há proteção. Faça sua voz valer.

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