1. O que é o Agosto Lilás?
Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização instituída em setembro de 2022, em homenagem ao aniversário da Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006. O objetivo é fortalecer a cultura de combate e prevenção à violência contra a mulher no Brasil.
2. Como identificar os tipos de violência doméstica
Conforme a Lei Maria da Penha, violência doméstica não se limita ao aspecto físico — ela vai além e pode ocorrer mesmo sem deixar marcas visíveis. Os principais tipos são:
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Violência física: qualquer agressão corporal ou ação que ponha em risco a saúde ou integridade da mulher.
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Violência sexual: imposição de relações sexuais sem consentimento ou uso de força ou ameaça.
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Violência psicológica: comportamentos que causam dano emocional, humilhação ou controle.
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Violência moral: calúnia, difamação, injúria ou exposição da intimidade.
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Violência patrimonial: destruição, retenção ou controle dos bens, documentos ou recursos financeiros da mulher.
Alguns sinais de alerta em relacionamentos abusivos incluem:
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Controle excessivo e restrição de autonomia;
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Humilhações, críticas constantes e isolamento social;
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Medo ao se expressar, ansiedade persistente, insegurança mesmo sem agressão física.
3. Quando procurar ajuda?
Mesmo sem provas físicas, você pode denunciar a violência. Seu relato já é suficiente para iniciar a investigação do caso.
4. Onde buscar ajuda em São Paulo
São Paulo conta com uma rede ampla de serviços especializados para acolher, orientar e proteger mulheres em situação de violência.
Canais nacionais disponíveis 24h:
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Ligue 180 – atendimento gratuito, anônimo, orienta sobre direitos, rede de proteção e encaminhamentos para os serviços disponíveis.
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Disque 100 – atua também em casos de violação de direitos humanos, incluindo violência doméstica de crianças, idosos e pessoas com deficiência.
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Emergência – 190 – polícia militar pode ser acionada em risco imediato à integridade física.
Serviços estaduais em São Paulo:
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Aplicativo SP Mulher Segura / SP Mulher: permite registrar boletim de ocorrência, solicitar medidas protetivas, botão de pânico geolocalizado conectado ao COPOM da PM para acionamento imediato de viaturas em caso de proximidade do agressor.
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Delegacias de Defesa da Mulher (DDM): o estado conta com aproximadamente 141 unidades, sendo 11 de plantão 24h; há também o sistema DDM Online, que possibilita denúncia virtual e solicitação de medidas protetivas por videoconferência.
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Cabine Lilás: equipe feminina treinada recebe chamadas de violência de gênero via 190, auxiliando na elaboração do boletim de ocorrência e encaminhando à rede de proteção.
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Abrigo Amigo nos pontos de ônibus: painéis em pontos estratégicos da capital permitem chamadas via vídeo com atendentes entre 20h e 5h; podem acionar polícia e resgate médico se necessário.
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Espaços de acolhimento no transporte público: nas estações Luz e Santa Cecília do Metrô e em terminais da CPTM funcionam postos avançados para atendimento humanizado e encaminhamento à rede de proteção.
Apoio psicossocial e jurídico:
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Centros de Referência da Mulher (CRM) e Centros de Cidadania da Mulher (CCM) oferecem atendimento psicológico, jurídico e orientação social em várias regiões da capital; há unidades como CRM Casa Eliane de Grammont, Maria de Lourdes Rodrigues, entre outras.
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Casa da Mulher Brasileira em SP: espaço integrado com Delegacia especializada, juizado, promotoria, defensoria, apoio psicossocial, alojamento temporário, brinquedoteca, capacitação econômica e transporte seguro para outros atendimentos.
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Casas Abrigo: moradia sigilosa para mulheres e filhos em risco de morte, com encaminhamento por delegacias ou ordem judicial .
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Rede socioassistencial da Prefeitura (SMADS): inclui os Centros de Acolhida (CAEs), centros especializados para mulheres cis e trans, abrigo sigiloso para vítimas em risco e Centros de Defesa e Convivência da Mulher (CDCM), com apoio psicossocial, jurídico e oficinas de formação.
5. Dados recentes
No primeiro semestre de 2025, as DDM registraram cerca de 103 mil boletins de ocorrência por violência doméstica e familiar no estado de SP. Apesar do número elevado, a delegada titular alerta que muitos casos seguem não denunciados por medo ou vergonha. As medidas protetivas cresceram 72% em relação ao mesmo período de 2024.
6. A importância da conscientização e solidariedade
Agosto Lilás reforça que só leis não bastam é preciso educação, cultura de igualdade e presença ativa de políticas públicas contínuas
Se você percebe esses sinais em si ou em alguém próximo, procure ajuda, denuncie e compartilhe informação. A atuação de familiares, amigos e vizinhos é fundamental: escute com empatia, ofereça apoio e mostre quais canais estão disponíveis.
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Identifique os sinais não apenas físicos e reconheça que qualquer forma de dominação ou humilhação é violência.
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Nenhum relato é inválido você pode e deve denunciar.
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Em São Paulo, há uma rede robusta de canais de denúncia, acolhimento e serviços integrados.
Você não está sozinha. Há apoio. Há proteção. Faça sua voz valer.
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